ESPETÁCULO EM DOIS ATOS
Mesmo com sucessivas tentativas de boicote vinda dos céus, São Pedro, desta vez, se uniu aos guerreiros de segunda. O que se viu na noite de ontem foi a batalha perfeita de duas escolas do esporte que emociona milhões ao redor do planeta. Dois times em dois momentos distintos marcaram a disputa da rodada eletrizante que teve gols em todas os jogos, nenhum empate e até quebra de recorde com a partida mais rápida do ano.
Na primeira metade cronômetro o time preto sobrou em campo. Vimos o renascimento do futebol fácil, bonito, bem jogado, a volta de China, Marco acertando as 40 jardas, Alcides não muito bem, mas compondo, Roberto Gil (irmão da Preta) fazendo assistências milimétricas, Cadu voltando a fazer gols e o surgimento de um lateral direito. Pois é, penteado dos anos 50, short dos anos 80 e futebol do século 21, esse foi Felipe (ele mesmo, o goleiro). Dominou com maestria aquele temido pedaço do campo, defendendo como zagueiro experiente e apoiando como um sub-20, roubou a cena e mais, causou temor ao, até agora, “dono” da posição André Bomba que, vendo sua vaga em 2014 criando asas, juntamente com sua forte assessoria jurídica, entrou com um recurso no STJD alegando que o atleta não teria sido inscrito na competição como lateral. O departamento jurídico da equipe preta (irmã do R. Gil) conseguiu, com o efeito suspensivo, que o multi-atleta jogasse apenas mais uma partida e não quis se pronunciar sobre o assunto. Marcinho, jogando melhor que nas duas últimas rodadas, teve a difícil tarefa de substituir Felipe em seu terceiro jogo. Mesmo com tentativas desesperadas de desestabilizar o grupo, este selecionado dominou os quarenta e cinco minutos iniciais com vitórias expressivas, um delas fazendo dois gols em 33 segundos, batendo o recorde do ano de partida mais rápida.
Quando a “clássica” cansou entrou em cena a escola “força”. Liderada por Abrahão que fez quatro gols, seguida por Bomba "pé de anilha atômica" com três (um contra) substituindo Fogo que saiu emocionado com eminência do nascimento de sua segunda filha (Destaque para o drible histórico elástico-caneta de Bomba em Alcides, lembrando Rivelino em Alcir em 75), Guilherme Japonês voltando de cirurgia, Durão, que fez dois movimentos de translação, seu tradicional drible, Roberto jogando bem no meio (meio campo) e Felipe Diego (habilidoso ex-ator de novela mexicana) chamando a responsabilidade no final, o time branco demonstrou claramente um melhor preparo físico. Dominou o meio campo, pressionou a saída de bola e conquistou importantes vitórias encostando no líder há poucos minutos do final do embate. Apesar dos 15 graus e chuva intensa, o caldeirão ferveu com as água dos céus. Prova disso foi a discussão entre os atletas de Cristo Cadu e F. Diego em lances de "força desproporcional". O futebol força lutou, correu, buscou o resultado, mas não conseguiu alcançar a vantegem obtida pelo adversário nos momentos iniciais da noite.
Uma linha do "futebol moderno" propõe que preparo físico, a força, vence a técnica, o talento. Ficou provado, pelo menos na noite de ontem, se combinarmos as duas escolas teremos o melhor, mas se tiver que optar por uma, escolha a técnica.
17/03/11, Tijuca -RJ
Reconheco que minha atuacao foi abaixo do esperado. Estou trabalhando fortemente nesta semana para recuperar a confianca da torcida com o meu futebol voluntarioso e moderno.
ResponderExcluirA5
Chinelinho total, hein Cidão?! hehehe
ResponderExcluir